segunda-feira, 22 de julho de 2013

Neve num sistema planetário bebê

Um marco gelado para a formação de planetas e cometas



Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu obter pela primeira vez a imagem de uma linha de neve num sistema planetário recém nascido. A linha de neve, situada no disco que rodeia a estrela do tipo solar TW Hydrae, promete ensinar-nos mais sobre a formação de planetas e cometas, incluindo os fatores que determinam a sua composição e consequentemente sobre a história do nosso próprio Sistema Solar. Os resultados foram publicados hoje na revista Science Express.

Utilizando o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma equipe de astrônomos obteve a primeira imagem da linha de neve num sistema planetário recém nascido. Na Terra, as linhas de neve formam-se a altitudes elevadas, onde as temperaturas baixas transformam a umidade do ar em neve. Esta linha é claramente visível numa montanha, no local onde o pico coberto de neve termina e a face rochosa descoberta começa.

As linhas de neve em torno das estrelas jovens formam-se de maneira semelhante, nas regiões distantes e frias dos discos de poeira, a partir dos quais se formam os sistemas planetários. Partindo da estrela em direção ao exterior, a água (H2O), é a primeira a congelar, formando a primeira linha de neve. Mais longe da estrela, à medida que as temperaturas descem, as moléculas mais exóticas podem congelar e transformar-se em neve, tais como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o monóxido de carbono (CO). Estes diferentes tipos de neve dão aos grãos de poeira uma camada exterior pegajosa e desempenham um papel importante, ajudando os grãos a ultrapassarem a sua tendência natural para se quebrarem por meio de colisões, e permitindo-lhes tornarem-se os blocos constituintes cruciais de planetas e cometas. A neve também aumenta a quantidade de matéria sólida disponível, podendo fazer acelerar drasticamente o processo de formação planetária.

Cada uma destas diferentes linhas de neve - água, dióxido de carbono, metano e monóxido de carbono - podem estar ligadas à formação de tipos particulares de planetas [1]. Em torno de uma estrela do tipo solar, num sistema planetário como o nosso, a linha de neve da água corresponderia à distância entre as órbitas de Marte e Júpiter, e a linha de neve do monóxido de carbono corresponderia à órbita de Netuno.

A linha de neve descoberta pelo ALMA é o primeiro indício que temos da linha de neve de monóxido de carbono em torno de TW Hydrae, uma estrela jovem situada a 175 anos-luz de distância da Terra. Os astrônomos acreditam que este sistema planetário em formação partilha muitas das características do nosso Sistema Solar, quando este tinha apenas alguns milhões de anos de idade.

“O ALMA deu-nos a primeira imagem real de uma linha de neve em torno de uma estrela jovem, o que é tremendamente excitante, pelo que podemos aprender sobre o período inicial da história do nosso Sistema Solar”, disse Chunhua “Charlie” Qi (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Cambridge, EUA), um dos autores principais do artigo científico que descreve este trabalho. “Conseguimos observar detalhes escondidos anteriormente, sobre as regiões geladas de outro sistema planetário semelhante ao nosso”.

A presença da linha de neve do monóxido de carbono pode ter também consequências mais importantes do que apenas a formação de planetas. O gelo de monóxido de carbono é necessário à formação de metanol, que é um dos blocos constituintes das moléculas orgânicas mais complexas essenciais à vida. Se os cometas levarem estas moléculas a planetas recém formados, do tipo da Terra, estes planetas poderiam também ficar equipados com os ingredientes necessários à vida.

Até hoje, nunca se tinham obtido imagens diretas de linhas de neve, já que estas linhas se formam sempre no plano central relativamente estreito do disco protoplanetário e por isso, tanto a sua localização precisa como a sua extensão nunca tinham sido determinadas. Acima e abaixo da região estreita onde as linhas de neve existem, a radiação da estrela impede a formação de gelo. A concentração de gás e poeira no plano central é indispensável para isolar a área da radiação estelar, de modo a que o monóxido de carbono e outros gases possam arrefecer e congelar nesta zona.

A equipe de astrônomos conseguiu espreitar para o interior deste disco, onde a neve se formou, utilizando um truque. Em vez de procurarem a neve - que não pode ser observada diretamente - procuraram uma molécula chamada diazenylium (N2H+), a qual brilha intensamente na região do milímetro do espectro electromagnético e é por isso um alvo perfeito para um telescópio como o ALMA. Esta molécula frágil é facilmente destruída na presença de monóxido de carbono gasoso, por isso só aparecerá em quantidades susceptíveis de serem detectadas em regiões onde o monóxido de carbono se transformou em neve, não podendo por isso destruir a molécula. Ou seja, duma maneira geral, a chave para encontrar a neve de monóxido de carbono consiste em encontrar diazenylium.

A sensibilidade e resolução únicas do ALMA permitiram aos astrônomos detectar a presença e traçar a distribuição de diazenylium, e com isso encontrar uma fronteira claramente definida a cerca de 30 unidades astronômicas da estrela (30 vezes a distância entre a Terra e o Sol), o que dá, efetivamente, uma imagem contrária da neve de monóxido de carbono no disco que rodeia TW Hydrae, que pode ser usada para ver a linha de neve do monóxido de carbono precisamente onde a teoria prevê que deva estar - na zona interior do anel de diazenylium.

Fonte: ESO

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nasa desliga satélite que servia para observar galáxias

Galex orbita a Tera há dez anos e capta radiação ultravioleta.
Missão foi prorrogada três vezes antes do desligamento.

A agência espacial americana Nasa desligou o satélite Galex (sigla para “Galaxy Evolution Explorer”), que há uma década explorava galáxias por meio de um sensor de radiação ultravioleta.

O sinal para encerrar a atividade da sonda foi dado nesta sexta-feira (28) a partir de um centro de operações instalado no estado da Virgínia. O Galex deve ficar em órbita por mais 65 anos, e então entrar na atmosfera terrestre, que deve incinera-lo com o atrito da queda.

A Nasa prorrogou por três vezes a missão do Galex, até enfim decidir encerrá-la. O satélite estava “emprestado” para o Instituto do Tecnologia da Califórnia, que administrava seu uso pelos pesquisadores.

Graças ao Galex, os cientistas puderam fazer os mais variados tipos de observações de estrelas, da Via Láctea a galáxias que estão a bilhões de anos-luz da Terra.

Ilustração mostra o satélite Galex (Foto: Nasa/Divulgação)

Fonte: G1.com

Céu da Semana Ep. #163 - Planetas Extrasolares 2 - 1 a 7/7/2013

Três planetas na zona habitável de uma estrela próxima

Uma equipe de astrônomos combinou novas observações de Gliese 667C com dados obtidos anteriormente pelo instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do ESO, no Chile, e revelou um sistema com pelo menos seis planetas. Três destes planetas são super-Terras orbitando em torno da estrela numa região onde a água pode existir sob forma líquida, o que torna estes planetas bons candidatos à presença de vida. Este é o primeiro sistema descoberto onde a zona habitável se encontra repleta de planetas.

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Gliese 667C é uma estrela muito estudada. Com cerca de um terço da massa do Sol, faz parte de um sistema estelar triplo conhecido como Gliese 667 (também referido como GJ 667), situado a 22 anos-luz de distância na constelação do Escorpião. Encontra-se muito próximo de nós - na vizinhança solar - muito mais próximo do que os sistemas estelares investigados com o auxílio de telescópios tais como o telescópio espacial caçador de planetas, o Kepler.

Estudos anteriores de Gliese 667C descobriram que a estrela acolhe três planetas (eso0939eso1214), situando-se um deles na zona habitável. Agora, uma equipe de astrônomos liderados por Guillem Anglada-Escudé da Universidade de Göttingen, Alemanha e Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, voltaram a estudar o sistema, re-analisando os dados anteriores e acrescentando ao cénario já conhecido algumas observações novas do HARPS e dados de outros telescópios. Encontraram evidências da existência de até sete planetas em torno da estrela. Estes planetas orbitam a terceira estrela mais tênue do sistema estelar triplo. Os outros dois sóis seriam visíveis como um par de estrelas muito brilhantes durante o dia e durante a noite dariam tanta luz como a Lua Cheia. Os novos planetas descobertos preenchem por completo a zona habitável de Gliese 667C, uma vez que não existem mais órbitas estáveis onde um planeta poderia existir à distância certa.

Sabíamos, a partir de estudos anteriores, que esta estrela tinha três planetas e por isso queríamos descobrir se haveria mais algum”, diz Tuomi. “Ao juntar algumas observações novas e analisando outra vez dados já existentes, conseguimos confirmar a existência desses três e descobrir mais alguns. Encontrar três planetas de pequena massa na zona habitável de uma estrela é algo muito excitante!”.

Três destes planetas são super-Terras - planetas com mais massa do que a Terra mas com menos massa do que Urano ou Netuno - que se encontram na zona habitável da estrela, uma fina concha em torno da estrela onde a água líquida pode estar presente, se estiverem reunidas as condições certas. Esta é a primeira vez que três planetas deste tipo são descobertos nesta zona num mesmo sistema.

O número de planetas potencialmente habitáveis na nossa Galáxia é muito maior se esperarmos encontrar vários em torno de cada estrela de pequena massa - em vez de observarmos dez estrelas à procura de um único planeta potencialmente habitável, podemos agora olhar para uma só estrela e encontrar vários planetas”, acrescenta o co-autor Rory Barnes (Universidade de Washington, EUA).

Sistemas compactos em torno de estrelas do tipo do Sol são bastante abundantes na Via Láctea. Em torno dessas estrelas, os planetas que orbitam muito próximo da estrela hospedeira são muito quentes e dificilmente serão habitáveis. No entanto, isso já não se verifica para estrelas muito mais frias e tênues, tais como Gliese 667C. Neste caso, a zona habitável situa-se inteiramente dentro duma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja muito mais próxima da estrela que no nosso Sistema Solar. O sistema Gliese 667C é o primeiro exemplo de um sistema onde uma estrela de baixa massa abriga vários planetas potencialmente rochosos na zona habitável.

O cientista do ESO responsável pelo HARPS, Gaspare Lo Curto, comenta: “Este interessante resultante foi possível graças ao poder do HARPS e do seu software associado e aponta também para o grande valor do arquivo do ESO. É muito bom ter vários grupos de investigação independentes a explorar este instrumento único, conseguindo atingir uma precisão tão extraordinária”.

Anglada-Escudé conclui: ”Estes novos resultados sublinham o quão valioso pode ser re-analisar dados e combinar resultados de equipes diferentes e de telescópios diferentes”.

Fonte: ESO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ESA detecta variação de temperatura em nuvens de poeira de Andrômeda

Azul retrata temperaturas mais elevadas e vermelho as mais frias.
Imagem foi feita pelo Observatório Espacial Herschel.

Nuvens de poeira que preenchem a galáxia Andrômeda
(Foto: ESA/NASA/JPL-Caltech/NHSC)

O Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), detectou a variação de temperatura entre os aneis de poeira espacial que preenchem a galáxia Andrômeda. A diferença foi captada por diferentes cores.

As nuvens mais frias são muito mais brilhantes e estão em comprimentos de onda maiores. Elas aparecem em vermelho na imagem, enquanto as mais quentes adquiriram uma cor azulada. De acordo com os astrônomos da Nasa, parceira da ESA na missão, o brilho visto na imagem retrata o comprimento de onda mais longo, que tem entre 250 a 500 micrometros – milionésimo do metro.


A capacidade de Herschel para detectar luz permite aos astrônomos enxergar nuvens de poeira a temperaturas de apenas algumas dezenas de graus acima do zero absoluto. Estas nuvens são escuras e opacas, com comprimentos de onda mais curtos. A imagem de Herschel também realçam raios de poeira entre os aneis.

De acordo com a agencia espacial, as cores foram melhoradas para tornar mais fácil a visualização, procedimento que não afetou a análise das informações e a variação das cores.

Os dados revelam que outras propriedades da poeira espacial, e não só a temperatura, também estão afetando a cor infravermelha da imagem. Segundo os astrônomos, a aglomeração de grãos de poeira ou crescimento de mantos de gelo sobre os grãos em direção à periferia da galáxia parecem contribuir para essas variações sutis de cores.

O comprimento de onda de 250 micrometros é processado como azul, o de 350 é verde, e o de 500 micrometros vermelho. A saturação de cor foi aprimorada para revelar as pequenas diferenças nestes comprimentos de onda.

Fonte: G1

domingo, 20 de janeiro de 2013

Gelo de hidrocarbonetos boia em lua de Saturno

A sonda Cassini, da Nasa, identificou que Titã, a maior das luas de Saturno, tem vários pedaços de gelo de hidrocarbonetos boiando em sua superfície.

De acordo com os cientistas, a presença desses flocos de etano e de metano nos oceanos do satélite o torna ainda mais interessante para o estudo de possíveis formas de vida extraterrestres.

Concepção artística da lua Titã

Assim como a Terra, Titã tem oceanos e ciclos de chuva. Mas, em vez de água, são hidrocarbonetos, com etano e metano em estado líquido.

A descoberta surpreende porque os cientistas achavam que não haveria nada boiando nesses mares, uma vez que o metano sólido é mais denso que sua forma líquida. Ou seja: ele deveria afundar.

Fonte: Folha

Nasa envia imagem da Mona Lisa por laser para satélite na Lua

(G1) Mensagem foi enviada para testar nova tecnologia de comunicação.
Imagem viajou mais de 300 mil quilômetros desde a Terra.

Cientistas da Nasa transmitiram nesta semana a imagem da Mona Lisa, do pintor Leonardo da Vinci, para um satélite em órbita da Lua, como parte de um experimento para testar uma nova tecnologia de comunicação a laser.

A icônica imagem viajou cerca de 386 mil quilômetros em formato digital entre a Terra e a Lua. A mensagem foi enviada de uma estação da Nasa em Maryland, nos EUA, para o satélite da nave Lunar Reconaissance Orbiter (LRO, na sigla em inglês).

Imagem de Mona Lisa que foi captada pelo satélite continha pontos brancos
(Foto: Divulgação/Nasa)

“É a primeira vez que alguém conseguiu uma forma de comunicação a laser em distâncias planetárias", disse o cientista David Smith, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. De acordo com ele, o experimento foi considerado um sucesso pela agência espacial.

A imagem foi dividida em pixels, convertidos em escalas de cinza e representados por um número de zero a 4.095. Os pixels foram transmitidos individualmente por um pulso de laser. A transmissão não foi perfeita e apresentou alguns defeitos (pontos brancos na imagem) porque a atmosfera da Terra fez com que algumas mensagens não chegassem ao satélite.

A nova tecnologia pode levar ao desenvolvimento de formas de comunicação mais eficientes entre a Terra e as missões espaciais, acredita a Nasa.

“Num futuro próximo, este tipo de comunicação a laser pode servir como uma opção à comunicação de rádio que os satélites usam. Num futuro mais distante, essa tecnologia pode permitir a comunicação de uma maior quantidade de dados do que as ligações de rádio atuais oferecem", afirmou Smith.

Fonte: G1.globo.com

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ceará pretende construir base de lançamento de foguetes em Jeri

Diretor de agência também sugere criação de cursos na área de pesquisa espacial

O Ceará vai aumentar suas pesquisas espaciais e pretende construir uma base de lançamento de foguetes. Nesta quarta-feira, 16, o diretor de Satélites da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Gurgel esteve em Fortaleza e estabeleceu o fortalecimento da atuação cearense em pesquisas espaciais.

Para Carlos Gurgel "o Ceará tem potencial para sediar uma base de lançamento de pequenos foguetes". Segundo ele, uma das regiões propícias para a construção dessa base é Jijoca de Jericoacoara, a 420 quilômetros de Fortaleza, na conhecida praia de Jeri.

Sobre as pesquisas espaciais de uma maneira geral no Ceará, Carlos Gurgel sugere que sejam abertos cursos na Universidade Federal do Ceará (UFC) na área, com apoio dos profissionais formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Boa parte dos formados nos últimos anos pelo ITA são cearenses.

A Agência Espacial Brasileira é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que é responsável por formular e coordenar a política espacial do país. 


Fonte: Estadão

Imagens mostram que Marte pode ter tido rio de água corrente no passado

(G1) Canal Reull Vallis, no polo sul do planeta, tem quase 1.500 km de extensão.
Fluxo de detritos e gelo ajudou a dar as atuais características da região.

A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), registrou imagens de uma região de Marte chamada Reull Vallis, que em um passado distante pode ter sido formada pela passagem de água corrente.

Essa estrutura sinuosa de rochas, que lembra um rio, estende-se por quase 1.500 km de distância e tem vários "afluentes" no polo sul do planeta vermelho.

Estrutura de Marte lembra rio e pode ter tido água líquida no passado
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

A foto acima, em alta resolução, mostra um ponto em que esse canal tem quase 7 km de largura e 300 metros de profundidade.

Os astrônomos acreditam que um fluxo de detritos e gelo ajudou a dar as atuais características dessa área durante o período geológico Amazoniano – o mais recente de Marte, que permanece até hoje. Mas a formação do canal pela água líquida é bem anterior, do período Hesperiano, entre 3,5 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás.

Vista de cima do polo sul do planeta mostra canal que teria tido água
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

Estruturas parecidas, que se acredita terem sido ricas em gelo no passado, também são encontradas em muitas crateras vizinhas do Reull Vallis. E a morfologia desses locais se parece muito com partes da Terra atingidas pela glaciação, segundo geólogos planetários.

A imagem abaixo mostra montanhas próximas com crateras cheias de sedimentos.

Montanhas cheias de sedimentos ficam perto de antigo 'rio' de Marte
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

Fonte: G1.globo.com

Agência europeia firma parceria com a Nasa para 'turbinar' projeto espacial

(G1) Equipamento da cápsula Orion será remodelado e feito em parceria.
Nave tem previsão de lançamento para 2017.

A Nasa (Agência espacial americana) e sua similar europeia, ESA, anunciaram nesta quarta-feira (16) uma associação para um voo não tripulado ao redor da Lua em 2017, a primeira etapa de uma cooperação internacional acertada para a exploração espacial tripulada além da órbita terrestre.

No âmbito deste acordo, o Veículo de Transferência Automática (ATV, na sigla em inglês) será modificado para se tornar um módulo de serviço da cápsula espacial americana Orion, destinada a transportar astronautas americanos para um asteroide e para Marte por volta de 2030.

O ATV, construído para o transporte de carga à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) já realizou com sucesso três missões à estação orbital desde 2008. O veículo será acoplado diretamente à Orion e proporcionará propulsão, eletricidade e controle térmico, assim como água e outros víveres aos astronautas que voarão a bordo da nave espacial.

A Nasa prevê uma segunda missão ao redor da Lua em 2021, desta vez tripulada.
"Trata-se da primeira etapa de uma cooperação internacional (...) mais além da órbita terrestre baixa", comentou William Gerstenmaier, diretor adjunto da Nasa para a exploração tripulada, durante entrevista coletiva no Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas, sul dos Estados Unidos).

"Estamos abrindo uma nova fase na cooperação (espacial) transatlântica", comemorou Thomas Reiter, encarregado de voos tripulados da ESA.

Projeto ambicioso
A cápsula espacial foi desenvolvida para substituir os ônibus espaciais e foi projetada para voos longos e tripulados. Ela deverá voltar para a Terra a uma velocidade de 40 mil quilômetros, cerca de 8 mil quilômetros por hora mais rápido que qualquer nave espacial já desenvolvida.

A Orion vai imitar as condições de retorno que os astronautas enfrentam quando chegam de viagens em órbita baixa. Ao reentrar na atmosfera, a cápsula deve suportar temperaturas de mais de 2.200º C, as maiores que qualquer nave aguentou desde que o homem voltou da Lua.

A Nasa anunciou em novembro a intenção de realizar, no começo de 2014, um voo de teste, sem astronautas, da cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial, destinada especialmente às missões tripuladas longínquas para além da órbita terrestre.

Cápsula tripulada Orion terá motores de propulsão produzidos pela Agência espacial europeia
(Foto: Nasa/Eric Bordelon)

Fonte: G1.globo.com

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Engenheiro ilustra Marte com oceano e vida

Seu objetivo era fazer uma concepção artística a partir de alguns critérios como elevação do terreno de Marte, latitude, longitude, entre outros fatores

Marte com vida: Gill explica que as áreas identificadas na ilustração como desertos foram feitas com texturas copiadas do Saara, na África, e outras da Austrália

Kevin Gill, engenheiro de software, fez uma ilustração de como seria Marte se o planeta vermelho tivesse oceanos, florestas e uma atmosfera parecida com a da Terra.

Para fazer isso, Gill usou dados da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da Nasa. Seu objetivo era fazer uma concepção artística a partir de alguns critérios como elevação do terreno de Marte, latitude, longitude, entre outros fatores.

Gill explica em texto divulgado nas redes sociais que as áreas identificadas na ilustração como desertos foram feitas com texturas copiadas do Saara, na África, e outras da Austrália. Por sua vez, as regiões com verde intenso, por exemplo, foram baseadas nas imagens de florestas tropicais na América do Sul.

A região vulcânica de alta altitude da imagem foi imaginada como uma região deserta, com pouca vegetação. Pela ilustração também é possível observar que um grande oceano preenche uma das faces de Marte e alimenta o vale chamado de Vallis Marineris.

Mas o engenheiro destaca que o resultado da imagem não tem muita fundamentação científica, apesar de usas dados coletados pela MRO. Portanto, a concepção artística não está relacionada com a realidade atual de Marte.

Fonte: Exame

Telescópio Kepler encontra 461 potenciais novos planetas


O telescópio espacial Kepler, da Nasa, descobriu outros 461 potenciais novos planetas, a maioria do tamanho da Terra ou um pouco maior, disseram cientistas nesta segunda-feira.

O anúncio eleva a contagem do Kepler para 2.740 candidatos a novos mundos, 105 dos quais foram confirmados.

"Dois anos atrás nós tínhamos cerca de 1.200 planetas candidatos. Um ano depois, acrescentamos um número significativo de novos objetos e vimos a tendência de um elevado número de planetas muito pequenos... duas vezes o tamanho da Terra ou maior", disse o astrônomo do Kepler, Christopher Burke, em entrevista coletiva transmitida da Sociedade Astronômica Americana em Long Beach, na Califórnia.

Com o acréscimo de 461 novos candidatos a planeta, coletados em mais de 22 meses de observações do telescópio Kepler, a proliferação de pequenos planetas continua.

Os novos alvos incluem o que parece ser um planeta cerca de 1,5 vezez maior do que a Terra circulando sua estrela parecida com o sol em uma órbita de 242 dias, uma distância onde água líquida, que se acredita ser necessário para a vida, poderia existir em sua superfície.

Em pesquisa semelhante, astrônomos determinaram que cerca de uma em cada seis estrelas parecidas com o Sol tem planetas do tamanho da Terra circulando suas estrelas mais perto do que a órbita de 88 dias de Mercúrio em torno do Sol.

O objetivo da missão Kepler, que começou em 2009, é determinar quantas estrelas na galáxia Via Láctea têm planetas do tamanho da Terra em órbita nas chamadas zonas habitáveis, onde água pode existir em suas superfícies.

Fonte: Estadão

6 belas imagens do espaço capturadas pelo Hubble em 2012

Telescópio Hubble
Em 2012, o telescópio Hubble completou 22 anos de atividade. O satélite da NASA, que foi lançado ao espaço em abril de 1990, foi o responsável por registros fotográficos do espaço que renderam ao mundo científico importantes descobertas. A idade do universo, estimada em 13,7 bilhões de anos, e a determinação do processo de formação dos planetas são apenas duas das várias conquistas da ciência realizadas com o auxílio .


Nebulosa NGC 5189

Na imagem, a nebulosa planetária NGC 5189.


Galáxia NGC 922

Foto da galáxia NGC 922, localizada a 157 milhões de anos-luz da Terra.


Galáxia NGC 3314

O telescópio capturou uma rara imagem da galáxia NGC 3314, formada por duas menores galáxias que aparentam estar em colisão, mas estão a milhões de anos-luz uma da outra.


Arp 116

A imagem mostra o curioso par de galáxias, conhecido com Arp 116, e que é formado pela Messier 60 e a NGC 4647. A primeira está localizada a cerca de 54 milhões de anos-luz da Terra, enquanto que, a segunda, está a 63 milhões de anos-luz. 


Abell 2261

Imagem capturada do aglomerado de galáxias chamado Abell 2261, que está localizado a três bilhões de anos-luz da Terra. 


Hercules A

Na imagem, a galáxia Hercules A, uma das mais brilhantes da constelação Hércules. 


Fonte: Exame

Rússia vai retomar pesquisas espaciais na Lua a partir de 2015

(G1) País pretende lançar nave não-tripulada 'Luna Glob' daqui a dois anos.
Agência espacial russa calcula mandar astronautas à Lua em 2020.

A Rússia vai retomar as pesquisas espaciais na Lua em 2015, com o lançamento da nave não-tripulada "Luna Glob" a partir da base de Vostochni, anunciou nesta terça-feira (15) Vladimir Popovkin, diretor da agência espacial russa, a Roscosmos.

"Em 2015, dentro do primeiro lançamento a partir da base de Vostochni, será posto em órbita o equipamento espacial 'Luna Glob'", disse Popovkin à agência de notícias "Interfax". O módulo vai estudar a exosfera lunar e realizar estudos astrofísicos.

Imagem de arquivo mostra nave Soyuz na base de Baikonur, no Cazaquistão (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

A nave também vai levar equipamento para a busca de água na Lua e um robô, com a missão de recolher amostras de solo. A Roscosmos decidiu alterar sua estratégia, antes centrada na conquista de Marte, após o fracasso da missão da estação marciana "Fobos Grunt", em 2011, que se propunha extrair amostras em uma das luas do planeta vermelho.

Nova base espacial
A Roscosmos prevê inaugurar a base espacial Vostochni, no extremo oriente russo, que diminuirá a sobrecarga da base de Baikonur, localizada no Cazaquistão, com o início de uma nova etapa do programa espacial russo.

A Rússia também deve enviar no futuro, junto com a Índia, a sonda "Luna Resource", que consistirá em uma plataforma com um equipamento de perfuração cuja construção ficará a encargo do consórcio aeroespacial Lavochkin.

A Índia vai fornecer o foguete que levará a sonda ao espaço e o veículo lunar "Rover", que será depositado na superfície do satélite por um módulo de descida russo.
O objetivo da missão será recolher pó lunar e abrir caminho para o retorno do ser humano à Lua. A Roscosmos calcula enviar uma missão tripulada em 2020, para depois construir uma estação permanente.

Fonte: g1.globo.com

Estrela mais antiga já vista tem mais de 13 bilhões de anos, diz estudo

(G1) Astro é quase tão antigo quanto o próprio Universo, afirmam cientistas.
Conhecida como HD 140283, estrela é estudada há mais de um século.

Estrela fica a uma distância de 190 anos-luz do Sistema Solar e é estudada há mais de um século
 (Foto: Divulgação/European Southern Observatory)

Os astrônomos da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, identificaram a estrela HD 140283 como a mais antiga já encontrada no Universo, com pelo menos 13,2 bilhões de anos, podendo chegar até 13,9 bilhões de anos.

A descoberta foi anunciada na quarta-feira (10), durante um encontro da Sociedade Astronômica Americana, em Long Beach, na Califórnia.

"Acreditamos que essa estrela seja a mais antiga do Universo entre as que conhecemos, com uma idade bem determinada", disse o astrônomo Howard Bond, de Penn – como a universidade é conhecida.

A HD 140283 fica a uma distância de aproximadamente 190 anos-luz do Sistema Solar. Ela vem sendo estudada há mais de um século e é formada quase inteiramente por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol.

Para determinar a idade da estrela, Howard Bond e sua equipe fizeram uma série de cálculos, usando as imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Primeiro, os astrônomos fixaram a distância entre a estrela e o Sistema Solar para, em seguida, medir o brilho do astro e calcular sua luminosidade.

A equipe explorou, então, o fato de que a HD 140283 está em uma fase de seu ciclo de vida na qual o hidrogênio presente no núcleo está se esgotando. Nessa etapa, ocorre uma diminuição lenta da luminosidade da estrela, o que representa um indicador altamente sensível de sua idade.

O resultado dos cálculos apontou que esse corpo celeste tem 13,9 bilhões de anos, com uma margem de erro de 700 milhões de anos para mais ou para menos. Se essa margem for considerada, a idade da HD 140283 não entra em conflito com a idade do Universo, já que o Big Bang é calculado pelos cientistas como tendo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões anos.

Outro astro, conhecido como "Methuselah 2" (Matusalém 2), já havia tido a idade calculada em 13,2 bilhões de anos, mas a equipe de astrônomos afirma que a idade da HD 140283 foi determinada com maior segurança.

Primeira e segunda geração

Para os cientistas, a HD 140283 faz parte de uma segunda geração de estrelas, criada após o Big Bang, por conter elementos mais pesados.

A primeira geração se formou a partir do gás primordial, que contém baixas quantidades de elementos mais pesados que o hélio. Acredita-se que elas se originaram algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

Os primeiros astros morreram milhões de anos depois, explodindo em uma sucessão de supernovas, e foram substituídos centenas de milhões de anos depois por estrelas como a HD 140283.

Fonte:  g1.globo.com

Astrônomos descobrem maior estrutura já vista no Universo

(G1) Grupo de quasares tem dimensão de 4 bilhões de anos-luz, diz estudo.
Descoberta desafia princípio cosmológico, afirmam cientistas internacionais.

Uma equipe internacional de astrônomos liderada pela Universidade de Central Lancashire (UCLan), no Reino Unido, identificou a maior estrutura já vista no Universo. A descoberta foi publicada na edição online do periódico científico da Sociedade Astronômica Real (RAS, na sigla em inglês).

Os pesquisadores, liderados por Roger Clowes do Instituto Jeremiah Horrocks da UCLan, observaram um grupo grande de quasares – núcleo galáctico alimentado por um buraco negro de grande massa, muito brilhante e distante da Terra.

Os quasares tendem a se agrupar em estruturas de tamanhos surpreendentemente grandes, formando grupos enormes chamados de Large Quasar Group (LGQ).

Astrônomos descobrem maior estrutura já vista no Universo (Foto: Divulgação/UCLan/Roger Clowes)

"Embora seja difícil entender a dimensão desse LQG, podemos dizer com certeza que é a maior estrutura já vista em todo o Universo. Isso é extremamente excitante, até porque vai contra a nossa compreensão atual do Universo, que não parece ser tão uniforme quanto pensávamos", afirma Clowes.
Segundo o astrônomo, a estrutura é tão grande que uma nave espacial, viajando à velocidade da luz no vácuo (300 mil km/s), gastaria cerca de 4 bilhões de anos para atravessá-la.
Para colocar isso em perspectiva, a distância entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia vizinha mais próxima, Andrômeda, é de cerca de 2,5 milhões de anos-luz. Já os LQG podem ter 650 milhões de anos-luz de diâmetro ou mais.

Princípio cosmológico
A equipe de Clowes identificou na estrutura um tamanho tão significativo que desafia o princípio cosmológico, que consiste na suposição de que o Universo, quando visto em uma escala suficientemente grande, parece o mesmo, independentemente do ponto de observação.

Com base nesse princípio, aceito desde Albert Einstein, e na teoria moderna da cosmologia, cálculos sugerem que os astrofísicos não deveriam ser capazes de encontrar uma estrutura maior do que 1,2 bilhão de anos-luz.

Distribuição dos grupo de quasar, em preto, em 
comparação com um grupo menor com 34 quasares,
em vermelho. (Foto: Divulgação/RAS)
No entanto, a estrutura descoberta pelos cientistas da UCLan "tem uma dimensão típica de 1,6 bilhão de anos-luz. Mas porque ele é alongado, sua maior dimensão é de 4 bilhões de anos-luz, ou seja, cerca de 1.650 vezes maior do que a distância entre a Via Láctea e Andrômeda", afirma Clowes.

"Nossa equipe também tem olhado para casos semelhantes que adicionam mais peso ao desafio, e vamos continuar a investigar esses fenômenos fascinantes ", concluiu o pesquisador.

A equipe da UCLan trabalhou em conjunto com cientistas das universidades do Chile e de Oxford, no Reino Unido, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

Fonte: g1.globo.com

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Céu da Semana - 14 a 20 de Janeiro de 2013

Ocultação de Júpiter pela Lua dia 22 de Janeiro.

Na noite de 22 de janeiro próximo, a Lua + 78% iluminada e com uma elongação de 124°, ocultará o planeta Júpiter (mag. - 2.4) e (conseqüentemente) seus principais satélites naturais (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente sul americano.




Cientistas filmam o asteroide Apophis

Cientistas conseguiram filmar um asteroide que pode se chocar com a Terra. O astro é maior do que se esperava. Em 17 anos, ele passará a uma distância de 30 mil km da Terra - o que poderá ser perto o bastante para causar a destruição de satélites.



Fonte: TV UOL

Brasileiros ajudam na construção do maior observatório de raios gama

Dez pesquisadores brasileiros desenvolvem o revestimento de espelhos e as estruturas metálicas dos cem telescópios do observatório CTA

Um grupo de aproximadamente mil pesquisadores de 28 países, entre eles do Brasil, pretende construir até 2015 o maior observatório do mundo dedicado ao estudo de corpos celestes que emitem radiação gama – a radiação de mais alta energia.

O CTA (Cherenkov Telescope Array) será instalado em dois lugares diferentes, um no hemisfério Sul, onde Chile, Argentina e Namíbia são candidatos para receber o experimento, e o outro no hemisfério Norte, no qual os Estados Unidos e a Espanha já manifestaram interesse. A escolha das duas sedes será decidida até o fim de 2013.

Para instalar o equipamento, o país precisa ter uma área com atmosfera muito bem limpa a pelo menos 2.000 metros acima do nível do mar, sem contaminação de luz e com pouca formação de chuva e nuvens. No Brasil, não há região assim.

O observatório terá cem telescópios terrestres sensíveis à radiação gama, distribuídos igualmente nos dois hemisférios. Os equipamentos irão operar em conjunto, orientados para observar um único corpo celeste por vez, como remanescentes de supernovas, galáxias com núcleo ativo e quasares que emitem radiação gama. Com isso, a precisão do estudo desses objetos celestes será muito maior do que a se tem atualmente.

"O único observatório de astronomia gama em funcionamento hoje – o Observatório Hess, instalado na Namíbia – possui cinco telescópios operando em conjunto. O CTA será capaz de medir a radiação gama produzida durante fenômenos astrofísicos com sensibilidade dez vezes maior", disse Luiz Vitor de Souza Filho, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP (Universidade de São Paulo ) e um dos dez brasileiros que colaboram no projeto.

Ajuda brasileira

Além da produção de conhecimento, os cientistas também pretendem ajudar na construção da instrumentação do CTA. De acordo com Souza Filho, o grupo de brasileiros têm interesse no tipo de astrofísica que o CTA irá estudar, que conecta a tradicional com a de partículas (os raios cósmicos). 

"É quase mandatório que um país-membro que queira ter acesso aos dados gerados pelo experimento em igualdade com os demais integrantes tem que contribuir com a construção. Por conta disso, estamos desenvolvendo dois projetos de instrumentação para o CTA", contou Souza Filho.

Um dos projetos é voltado para o desenvolvimento do revestimento dos espelhos que recobrirão os telescópios, que têm a função de refletir a luz e, ao mesmo tempo, proteger o equipamento das intempéries climáticas. Como ficará exposta na atmosfera, a parte refletora dos telescópios terá que durar muito tempo e ser muito bem feita para que não se solte do vidro e afete as propriedades refletoras e protetoras do espelho.

Outro projeto brasileiro é o desenvolvimento de estruturas metálicas de sustentação dos telescópios. Com cerca de 16 metros de comprimento, essas estruturas precisam segurar um conjunto de instrumentos eletrônicos que pesam 2,5 toneladas nas extremidades sem envergar mais do que 20 milímetros para não prejudicar as imagens produzidas pelos telescópios.

"Já tínhamos know how na construção desse tipo de instrumentação por conta do desenvolvimento de tecnologias muito parecidas com essas. que projetamos para o observatório Pierre Auger, na Argentina", disse Souza Filho.

A equipe da USP atualmente desenvolve os protótipos do revestimento dos espelhos e da estrutura mecânica dos telescópios, que deverão ser concluídos até 2013,  data de início da construção do CTA para entrar em operação em 2015.

Também participam da construção do CTA pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), da UFABC (Universidade Federal do ABC), do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Fonte: UOL