domingo, 20 de janeiro de 2013

Gelo de hidrocarbonetos boia em lua de Saturno

A sonda Cassini, da Nasa, identificou que Titã, a maior das luas de Saturno, tem vários pedaços de gelo de hidrocarbonetos boiando em sua superfície.

De acordo com os cientistas, a presença desses flocos de etano e de metano nos oceanos do satélite o torna ainda mais interessante para o estudo de possíveis formas de vida extraterrestres.

Concepção artística da lua Titã

Assim como a Terra, Titã tem oceanos e ciclos de chuva. Mas, em vez de água, são hidrocarbonetos, com etano e metano em estado líquido.

A descoberta surpreende porque os cientistas achavam que não haveria nada boiando nesses mares, uma vez que o metano sólido é mais denso que sua forma líquida. Ou seja: ele deveria afundar.

Fonte: Folha

Nasa envia imagem da Mona Lisa por laser para satélite na Lua

(G1) Mensagem foi enviada para testar nova tecnologia de comunicação.
Imagem viajou mais de 300 mil quilômetros desde a Terra.

Cientistas da Nasa transmitiram nesta semana a imagem da Mona Lisa, do pintor Leonardo da Vinci, para um satélite em órbita da Lua, como parte de um experimento para testar uma nova tecnologia de comunicação a laser.

A icônica imagem viajou cerca de 386 mil quilômetros em formato digital entre a Terra e a Lua. A mensagem foi enviada de uma estação da Nasa em Maryland, nos EUA, para o satélite da nave Lunar Reconaissance Orbiter (LRO, na sigla em inglês).

Imagem de Mona Lisa que foi captada pelo satélite continha pontos brancos
(Foto: Divulgação/Nasa)

“É a primeira vez que alguém conseguiu uma forma de comunicação a laser em distâncias planetárias", disse o cientista David Smith, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. De acordo com ele, o experimento foi considerado um sucesso pela agência espacial.

A imagem foi dividida em pixels, convertidos em escalas de cinza e representados por um número de zero a 4.095. Os pixels foram transmitidos individualmente por um pulso de laser. A transmissão não foi perfeita e apresentou alguns defeitos (pontos brancos na imagem) porque a atmosfera da Terra fez com que algumas mensagens não chegassem ao satélite.

A nova tecnologia pode levar ao desenvolvimento de formas de comunicação mais eficientes entre a Terra e as missões espaciais, acredita a Nasa.

“Num futuro próximo, este tipo de comunicação a laser pode servir como uma opção à comunicação de rádio que os satélites usam. Num futuro mais distante, essa tecnologia pode permitir a comunicação de uma maior quantidade de dados do que as ligações de rádio atuais oferecem", afirmou Smith.

Fonte: G1.globo.com

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ceará pretende construir base de lançamento de foguetes em Jeri

Diretor de agência também sugere criação de cursos na área de pesquisa espacial

O Ceará vai aumentar suas pesquisas espaciais e pretende construir uma base de lançamento de foguetes. Nesta quarta-feira, 16, o diretor de Satélites da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Gurgel esteve em Fortaleza e estabeleceu o fortalecimento da atuação cearense em pesquisas espaciais.

Para Carlos Gurgel "o Ceará tem potencial para sediar uma base de lançamento de pequenos foguetes". Segundo ele, uma das regiões propícias para a construção dessa base é Jijoca de Jericoacoara, a 420 quilômetros de Fortaleza, na conhecida praia de Jeri.

Sobre as pesquisas espaciais de uma maneira geral no Ceará, Carlos Gurgel sugere que sejam abertos cursos na Universidade Federal do Ceará (UFC) na área, com apoio dos profissionais formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Boa parte dos formados nos últimos anos pelo ITA são cearenses.

A Agência Espacial Brasileira é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que é responsável por formular e coordenar a política espacial do país. 


Fonte: Estadão

Imagens mostram que Marte pode ter tido rio de água corrente no passado

(G1) Canal Reull Vallis, no polo sul do planeta, tem quase 1.500 km de extensão.
Fluxo de detritos e gelo ajudou a dar as atuais características da região.

A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), registrou imagens de uma região de Marte chamada Reull Vallis, que em um passado distante pode ter sido formada pela passagem de água corrente.

Essa estrutura sinuosa de rochas, que lembra um rio, estende-se por quase 1.500 km de distância e tem vários "afluentes" no polo sul do planeta vermelho.

Estrutura de Marte lembra rio e pode ter tido água líquida no passado
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

A foto acima, em alta resolução, mostra um ponto em que esse canal tem quase 7 km de largura e 300 metros de profundidade.

Os astrônomos acreditam que um fluxo de detritos e gelo ajudou a dar as atuais características dessa área durante o período geológico Amazoniano – o mais recente de Marte, que permanece até hoje. Mas a formação do canal pela água líquida é bem anterior, do período Hesperiano, entre 3,5 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás.

Vista de cima do polo sul do planeta mostra canal que teria tido água
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

Estruturas parecidas, que se acredita terem sido ricas em gelo no passado, também são encontradas em muitas crateras vizinhas do Reull Vallis. E a morfologia desses locais se parece muito com partes da Terra atingidas pela glaciação, segundo geólogos planetários.

A imagem abaixo mostra montanhas próximas com crateras cheias de sedimentos.

Montanhas cheias de sedimentos ficam perto de antigo 'rio' de Marte
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

Fonte: G1.globo.com

Agência europeia firma parceria com a Nasa para 'turbinar' projeto espacial

(G1) Equipamento da cápsula Orion será remodelado e feito em parceria.
Nave tem previsão de lançamento para 2017.

A Nasa (Agência espacial americana) e sua similar europeia, ESA, anunciaram nesta quarta-feira (16) uma associação para um voo não tripulado ao redor da Lua em 2017, a primeira etapa de uma cooperação internacional acertada para a exploração espacial tripulada além da órbita terrestre.

No âmbito deste acordo, o Veículo de Transferência Automática (ATV, na sigla em inglês) será modificado para se tornar um módulo de serviço da cápsula espacial americana Orion, destinada a transportar astronautas americanos para um asteroide e para Marte por volta de 2030.

O ATV, construído para o transporte de carga à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) já realizou com sucesso três missões à estação orbital desde 2008. O veículo será acoplado diretamente à Orion e proporcionará propulsão, eletricidade e controle térmico, assim como água e outros víveres aos astronautas que voarão a bordo da nave espacial.

A Nasa prevê uma segunda missão ao redor da Lua em 2021, desta vez tripulada.
"Trata-se da primeira etapa de uma cooperação internacional (...) mais além da órbita terrestre baixa", comentou William Gerstenmaier, diretor adjunto da Nasa para a exploração tripulada, durante entrevista coletiva no Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas, sul dos Estados Unidos).

"Estamos abrindo uma nova fase na cooperação (espacial) transatlântica", comemorou Thomas Reiter, encarregado de voos tripulados da ESA.

Projeto ambicioso
A cápsula espacial foi desenvolvida para substituir os ônibus espaciais e foi projetada para voos longos e tripulados. Ela deverá voltar para a Terra a uma velocidade de 40 mil quilômetros, cerca de 8 mil quilômetros por hora mais rápido que qualquer nave espacial já desenvolvida.

A Orion vai imitar as condições de retorno que os astronautas enfrentam quando chegam de viagens em órbita baixa. Ao reentrar na atmosfera, a cápsula deve suportar temperaturas de mais de 2.200º C, as maiores que qualquer nave aguentou desde que o homem voltou da Lua.

A Nasa anunciou em novembro a intenção de realizar, no começo de 2014, um voo de teste, sem astronautas, da cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial, destinada especialmente às missões tripuladas longínquas para além da órbita terrestre.

Cápsula tripulada Orion terá motores de propulsão produzidos pela Agência espacial europeia
(Foto: Nasa/Eric Bordelon)

Fonte: G1.globo.com